Aventura em Pedra da Boca, Araruna-PB

Pedra do Boca é um cantinho entre o Rio Grande do Norte e Paraíba que une tudo que um aventureiro adora: trilha, rapel, pêndulo e muito mais.

Opa, fala aí pessoal!

Então, a nossa primeira expedição de trekking aqui do Rio do Norte foi para Pedra da Boca. Acredito que começamos bem, estamos muito empolgados com essa primeira experiência. E por isso, vamos tentar trazer o melhor conteúdo para vocês.

A nossa aventura começa na Pedra da Boca em Araruna – PB. Ela fica na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba e como o RN é pequeno possibilita viagens curtas de carro para picos como Parque de São Bento, Maracajaú e o Pico do Cabuji, por exemplo, em poucas horas.

Tivemos a oportunidade de conhecer esse lugar acompanhado do grupo @_euescolhitrilhar, e por intermédio de Thiago conseguimos todo o suporte para nos deslocarmos de Natal até a Pedra da Boca, além de fazermos um camping e conhecermos 2 trilhas no local.

Acredito que a experiência na Pedra da Boca abriu nossos olhos para as possibilidades e nos motivou a correr atrás do nosso sonho de viajar trabalhando. Continue a leitura e saiba tudo sobre nossa aventura até Pedra da Boca!

Placa eu amo a Pedra da Boca.
Eu amo a Pedra da Boca!

Parque Estadual Pedra da Boca 

Pedra da Boca é chamada dessa maneira devido ao formato do inselberg que parece uma boca aberta. Existente a quase 600 milhões, é resultado de processos geológicos. E ela é uma das rochas que fazem parte do Parque Estadual da Pedra da Boca.

O Parque Estadual da Pedra da Boca foi criado por decreto governamental em 2000, antes disso já haviam habitantes naquela região que faz fronteira entre o estado da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Um deles é o guia do parque, o “Seu Tico”, que além de guiar, ele compartilha conosco a sua história e mostra a região. 

Ecoturismo

As trilhas no Parque Estadual possibilitam um olhar incrível sobre a caatinga. Se você gosta de aventura, existem trilhas nesse parque, que oferecem adrenalina. Principalmente para quem irá vivenciar a primeira trilha com camping, como eu e Emilly.

Valeu muito a pena!

Além da Pedra da Boca existem outras rochas que são bem conhecidas como: a Pedra da Caveira, a Pedra da Santa, a Pedra do Lagarto, a Pedra do Letreiro e a Pedra do Forno. Além das grutas do Aventureiro, a gruta da Mesa do Caçador. 

Você irá passar por todas elas e ainda terá a oportunidade de ver pinturas rupestres e ter uma ampla visão da caatinga do Nordeste. Nesse local caminharam homens pré-históricos e as rochas possuem uma formação marcante que proporcionam um profundo contato com a terra e sua história.

Turismo Religioso

Na Pedra da Santa é possível participar das romarias que acontecem todo dia 13 de cada mês. Em especial a Romaria da Fé que acontece no dia 13 de maio no Santuário Nossa Senhora de Fátima, onde os católicos se reunem para pedirem paz e proteção da Nossa Senhora contra qualquer forma de violência contra a vida e a natureza.

Onde fica a Pedra da Boca?

O Parque Estadual Pedra da Boca se encontra na fronteira entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, pertence ao Estado da Paraíba e fica mais próximo do município de Passa e Fica – RN.

Quantos km de Natal a Pedra da Boca?

De Natal para a Pedra da Boca há uma distância aproximada de 110 km e você tem duas opções para chegar no local. Saindo de carro de Natal  passando por Parnamirim, depois segue pela RN-316 até Brejinho. De lá você vai pela RN-160 até Santo Antônio e depois segue pela RN-003 até o posto Lagoa D’anta e pega a RN-093 até Passa e Fica.

Outro caminho, mais seguro para aqueles que não querem se arriscar pelo interior do RN. É pegar a BR-101 até Goianinha e depois seguir pela RN-003 passando por Santo Antônio e virando na RN-093 no posto Lagoa D’anta até Passa e Fica. Os dois caminhos levam em torno de 2h de carro.

Percebemos uma dificuldade de mobilidade de transporte público para chegarmos até algumas cidades do Rio Grande do Norte. Então, se for possível indicamos que alugue um carro. A vantagem é que o estado é pequeno e as viagens de carro não costumam durar muito.

O guia Seu Tico explicando sobre a trilha.
Preparação para trilha com Seu Tico.

Preparação para a trilha

As trilhas dentro do Parque Estadual Pedra da Boca são curtas. Você consegue fazê-las em um dia em grupos menores. No entanto, o lugar oferece uma série de belezas naturais e aventuras que fazem valer a pena acampar na região. Acompanhe a nossa preparação para as aventuras no Parque Estadual Pedra da Boca.

O Camping

Acampamos no quintal do “Seu Tico”! Além de guia, ele é dono de um restaurante e oferece o espaço com banheiro e chuveiro para quem for acampar. Você pode aproveitar esse espaço por apenas R$ 5,00 por pessoa. A localização do Camping de “Seu Tico” é perfeita, ela fica bem próximo da Pedra da Boca e da Pedra da Caveira.

Equipamentos

Os equipamentos que utilizamos para essa trilha foram um tênis simples de caminhada em asfalto, uma mochila comum e uma Nord de 50 litros (Ela era nova e estávamos doidos para testar! kkkk), e uma cabana da Nautika para duas pessoas. As roupas devem ser leves e é interessante levar protetor solar, pois o sol do RN castiga.

Um alerta em relação aos tênis que usamos! O fato deles estarem novos nos permitiu uma maior aderência à superfície. Por ser uma rocha granítica, ela pode ser um pouco escorregadia caso o solado esteja desgastado. Então busque usar tênis confortável, de preferência uma bota para trilhas leves.

Alimentação

O local não possui um espaço para refrigerar a sua comida ou aquecê-la. Então é interessante que você leve alimentos leves e práticos: como castanhas, amendoim, rapadura, uvas passas, semente de girassol, barras de cereal e biscoitos. Se for passar a noite considere levar alguma refeição mais reforçada para o café da manhã, no nosso caso levamos pão, atum enlatado e queijo Polenguinho.

É possível fazer as refeições principais no restaurante do “Seu Tico” também, o almoço custou R$ 17,00 cada, enquanto o café da manhã e o jantar custavam outro valor. É self-service e a comida é saborosa. Se for almoçar vá cedo, porque o lugar costuma ficar bem cheio.

O que fazer em Pedra da Boca

Ouvi uma história de acampar em cima de uma rocha. Acredito que seja possível, mas seria seguro apenas em grupo, eu acredito. Mas essa ideia é bacana. Quero dizer que ficamos dois dias naquele lugar e foi uma experiência muito gostosa de viver. Leia abaixo e aprecie.

Trilhas

As trilhas são bem demarcadas e se tornam mais interessantes através do “Seu Tico” que sobreviveu na Caatinga por muitos anos. Agora ele dá uma aula sobre a vegetação do Parque, nos mostra as  grutas e nos leva para conhecer as rochas daquele local.

Algumas trilhas vão exigir um esforço físico que envolve escalada e ainda são utilizadas algumas cordas para conseguirmos chegar até alguns pontos, principalmente no final da subida da Pedra da Boca. A vista lá de cima é sensacional, enxergar o horizonte do alto é surreal, o torna pequeno naquela imensidão.

Elas são 6 ao total, a que fizemos foi subindo em direção a uma bifurcação entre a Pedra da Boca e outra rocha, escalamos até o ponto mais alto e saímos por 

Nelson no Pêndulo da Pedra da Boca.
Pêndulo na Pedra da Boca.

Esportes Radicais

É possível praticar também alguns esportes radicais, como o Rapel, o Pêndulo e a Tirolesa. Eles estavam custando R$ 30,00 e se você quiser encarar o medo de altura esse é um bom momento. No começo sempre dá um friozinho na barriga, mas depois que você se sente seguro com o equipamento tudo flui mais leve.

Eu e Emilly fomos juntos no Pêndulo da Pedra da Boca. É possível ir de cabeça para baixo kkkk Vale muito a pena sentir a experiência de ser balançado para fora da Pedra da Boca. O rapel não aconteceu nesses dias que fomos.

Entretanto, Emilly experimentou a Tirolesa Salto do Carcará e acredito eu que ela sentiu muitas emoções naquele impulso para descer pela Tirolesa. Valeu muito a pena!

Nosso roteiro de um final de semana em Pedra da Boca

A nossa experiência em Pedra da Boca durou 2 dias, a programação do “Eu escolhi trilhar” nos deixou muito felizes com as trilhas, além das lindas paisagens que vimos naquele lugar. Seja a subida clássica até a Pedra da Boca, ou a trilha que fizemos no interior do Parque nos deixou empolgados.

O nosso roteiro no Parque Estadual Pedra da Boca foi sensacional, posso dizer que começamos as nossas aventuras do jeito certo! Continue a leitura para saber mais.

Sábado

Marcamos com o grupo de nos encontrarmos ao lado do Natal Shopping, combinamos de sairmos às 10 horas. Ao todo o trajeto dura em média 2 horas de viagem, as estradas são tranquilas e dá para seguir viagem pelo Maps.

Adoro sair de carro pela estrada e ao chegarmos em Passa e Fica conseguimos identificar logo aquelas grandes rochas do Parque. A Pedra da Boca se destaca, ela é a primeira a chamar a nossa atenção. Pois fica logo atrás de onde levantamos acampamento.

Chegamos no Parque por volta das 12h, lá levantamos a barraca e fomos almoçar, pois faríamos a trilha mais demorada pela tarde. O almoço no Restaurante do “Seu Tico” funciona como um self service e me agradou. 

Nesse dia foi engraçado, pois tivemos a sorte de conseguir uma Coca-Cola de 1l de graça! Sentamos em uma mesa onde deixaram uma garrafa quase inteira e ainda estava com os copos kkkkk

Fizemos a trilha passando pelo lado da Pedra da Boca, onde tivemos a nossa primeira experiência de escalada. Subimos por uma área com cordas com o suporte dos guias e seguimos por trás dela até as grutas do Olho D’água, Cama do Caçador e do Zamboca.

Toda a trilha possui uma vegetação bem densa o solo alternar entre as rochas graníticas e a terra batida das veredas. Para caminhar sobre as rochas um tênis funciona, mas é um pouco escorregadio, principalmente se a sola estiver gasta. 

Após passarmos pelas grutas saímos pela frente da Pedra da Caveira, o formato e a profundidade daquelas cavidades causam espanto. Seguimos direto para o camping para tomar banho, jantar e descansar. A escalada e todas aquelas experiências nos deixaram muito felizes e, ao mesmo tempo, esgotados. 😉

Domingo

As primeiras horas na caatinga são agradáveis, o tempo fresco e as rochas proporcionaram uma linda visão de como seria o nosso domingo. Primeiro, eu e Emilly tomamos banho e preparamos nossas coisas para o dia antes do café.

Como faríamos apenas a Pedra da Boca e o Salto do Carcará naquele dia, decidimos por desarmar a barraca e deixar tudo organizado para o nosso retorno até Natal. Tudo pronto, iniciamos a subida até a Pedra da Boca.

A subida possui diversos tipos de elevações, alguns momentos dá para subir em pé, mas em outros é necessário usar as mãos ou quando estamos próximos da boca temos de nos apoiar usando cordas. Nessa fase das cordas a altura nos assusta, ela é bem íngreme e a sensação é que se nos soltarmos vamos cair. É emocionante!

A vista da Pedra da Boca é surreal, por ser relativamente alto vemos as outras rochas do Parque e o horizonte que se abre a nossa frente. É lindo. Na Pedra da Boca é possível ainda fazer o pêndulo por R$ 30,00, onde você fica pendurado em uma corda e é lançado para fora da cratera 3 vezes, parece que você está voando!

Retornamos ao camping pelo mesmo caminho. A descida parece tranquila, mas exige de você mais atenção para não escorregar ou pisar em falso. O medo de cair daquela altura é de tremer as pernas kkkk

Almoçamos, conversamos com o pessoal do grupo e nos preparamos para o último passeio da programação do grupo. A tirolesa fica fora do Camping do “Seu Tico” seguindo em direção ao santuário. Na Pedra do Lagarto foram feitas as instalações do Salto do Carcará. São em média 400 metros de percurso da tirolesa e custa R$ 30,00 por pessoa. Emilly sentiu medo de pular, mas depois que fez o salto ela achou super tranquilo e divertido. 

Retornamos para Natal às 15h30 daquele domingo feliz e relaxados com toda aquela atividade de final de semana e com expectativa para as próximas aventuras.

Preços de um final de semana na Pedra da Boca

Assinamos um pacote com o grupo “Eu Escolhi Trilhar” que custou R$ 170 por pessoa. Nele estava incluído o camping, o guia, as taxas do Parque e o almoço de domingo. Por nossa conta foi o almoço de domingo que custo R$ 17,00 e o pêndulo e a tirolesa que custa R$ 30,00 por pessoa.

Ao todo nossos custos chegaram a R$ 504, um preço que achamos bem em conta pelas experiências que ela nos proporcionou e por não termos tido nenhum problema com o grupo e com a organização do passeio. Valeu muito a pena!

Conheça o casal aventureiro!

Conheça um pouco mais sobre nós, o casal aventureiro! Estamos começando nossa vida pelo mundo e queremos que vocês acompanhem nossa jornada!

Nós nos encontramos pela primeira vez em 2018 na UFBA, mas só tivemos o nosso primeiro contato em junho de 2019, o garoto era tímido e solitário. 

Até que em um certo dia resolvi comprar para minha irmã uma camisa que vi em um Brechó no Instagram, e adivinhem, Emilly que me atendeu! Foi então que marcamos um ponto de encontro para buscar o presente, almoçamos juntos, conversamos e na despedida aconteceu o nosso primeiro beijo. 

Todo o relacionamento se desenrolou de maneira muito rápida e fluida entre nós. Começamos a nos relacionar em junho e em setembro já estávamos morando juntos! Daí pra frente vivenciamos um intenso turbilhão de experiências em busca da nossa autonomia.

Hoje temos a possibilidade de trabalhar de onde quisermos e é por causa disso que decidimos começar a viajar e a viver uma vida nômade pelo Mundo. Nosso ponto de partida está sendo em Natal, mas já estamos com a programação definida para outros lugares além do Brasil já no próximo ano.

Espero que gostem de nossas aventuras e que aprendam com nossas experiências. Hoje nos colocamos em movimento, quem sabe amanhã não seja você?