Aventura em Pedra da Boca, Araruna-PB

Pedra do Boca é um cantinho entre o Rio Grande do Norte e Paraíba que une tudo que um aventureiro adora: trilha, rapel, pêndulo e muito mais.

Opa, fala aí pessoal!

Então, a nossa primeira expedição de trekking aqui do Rio do Norte foi para Pedra da Boca. Acredito que começamos bem, estamos muito empolgados com essa primeira experiência. E por isso, vamos tentar trazer o melhor conteúdo para vocês.

A nossa aventura começa na Pedra da Boca em Araruna – PB. Ela fica na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba e como o RN é pequeno possibilita viagens curtas de carro para picos como Parque de São Bento, Maracajaú e o Pico do Cabuji, por exemplo, em poucas horas.

Tivemos a oportunidade de conhecer esse lugar acompanhado do grupo @_euescolhitrilhar, e por intermédio de Thiago conseguimos todo o suporte para nos deslocarmos de Natal até a Pedra da Boca, além de fazermos um camping e conhecermos 2 trilhas no local.

Acredito que a experiência na Pedra da Boca abriu nossos olhos para as possibilidades e nos motivou a correr atrás do nosso sonho de viajar trabalhando. Continue a leitura e saiba tudo sobre nossa aventura até Pedra da Boca!

Placa eu amo a Pedra da Boca.
Eu amo a Pedra da Boca!

Parque Estadual Pedra da Boca 

Pedra da Boca é chamada dessa maneira devido ao formato do inselberg que parece uma boca aberta. Existente a quase 600 milhões, é resultado de processos geológicos. E ela é uma das rochas que fazem parte do Parque Estadual da Pedra da Boca.

O Parque Estadual da Pedra da Boca foi criado por decreto governamental em 2000, antes disso já haviam habitantes naquela região que faz fronteira entre o estado da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Um deles é o guia do parque, o “Seu Tico”, que além de guiar, ele compartilha conosco a sua história e mostra a região. 

Ecoturismo

As trilhas no Parque Estadual possibilitam um olhar incrível sobre a caatinga. Se você gosta de aventura, existem trilhas nesse parque, que oferecem adrenalina. Principalmente para quem irá vivenciar a primeira trilha com camping, como eu e Emilly.

Valeu muito a pena!

Além da Pedra da Boca existem outras rochas que são bem conhecidas como: a Pedra da Caveira, a Pedra da Santa, a Pedra do Lagarto, a Pedra do Letreiro e a Pedra do Forno. Além das grutas do Aventureiro, a gruta da Mesa do Caçador. 

Você irá passar por todas elas e ainda terá a oportunidade de ver pinturas rupestres e ter uma ampla visão da caatinga do Nordeste. Nesse local caminharam homens pré-históricos e as rochas possuem uma formação marcante que proporcionam um profundo contato com a terra e sua história.

Turismo Religioso

Na Pedra da Santa é possível participar das romarias que acontecem todo dia 13 de cada mês. Em especial a Romaria da Fé que acontece no dia 13 de maio no Santuário Nossa Senhora de Fátima, onde os católicos se reunem para pedirem paz e proteção da Nossa Senhora contra qualquer forma de violência contra a vida e a natureza.

Onde fica a Pedra da Boca?

O Parque Estadual Pedra da Boca se encontra na fronteira entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, pertence ao Estado da Paraíba e fica mais próximo do município de Passa e Fica – RN.

Quantos km de Natal a Pedra da Boca?

De Natal para a Pedra da Boca há uma distância aproximada de 110 km e você tem duas opções para chegar no local. Saindo de carro de Natal  passando por Parnamirim, depois segue pela RN-316 até Brejinho. De lá você vai pela RN-160 até Santo Antônio e depois segue pela RN-003 até o posto Lagoa D’anta e pega a RN-093 até Passa e Fica.

Outro caminho, mais seguro para aqueles que não querem se arriscar pelo interior do RN. É pegar a BR-101 até Goianinha e depois seguir pela RN-003 passando por Santo Antônio e virando na RN-093 no posto Lagoa D’anta até Passa e Fica. Os dois caminhos levam em torno de 2h de carro.

Percebemos uma dificuldade de mobilidade de transporte público para chegarmos até algumas cidades do Rio Grande do Norte. Então, se for possível indicamos que alugue um carro. A vantagem é que o estado é pequeno e as viagens de carro não costumam durar muito.

O guia Seu Tico explicando sobre a trilha.
Preparação para trilha com Seu Tico.

Preparação para a trilha

As trilhas dentro do Parque Estadual Pedra da Boca são curtas. Você consegue fazê-las em um dia em grupos menores. No entanto, o lugar oferece uma série de belezas naturais e aventuras que fazem valer a pena acampar na região. Acompanhe a nossa preparação para as aventuras no Parque Estadual Pedra da Boca.

O Camping

Acampamos no quintal do “Seu Tico”! Além de guia, ele é dono de um restaurante e oferece o espaço com banheiro e chuveiro para quem for acampar. Você pode aproveitar esse espaço por apenas R$ 5,00 por pessoa. A localização do Camping de “Seu Tico” é perfeita, ela fica bem próximo da Pedra da Boca e da Pedra da Caveira.

Equipamentos

Os equipamentos que utilizamos para essa trilha foram um tênis simples de caminhada em asfalto, uma mochila comum e uma Nord de 50 litros (Ela era nova e estávamos doidos para testar! kkkk), e uma cabana da Nautika para duas pessoas. As roupas devem ser leves e é interessante levar protetor solar, pois o sol do RN castiga.

Um alerta em relação aos tênis que usamos! O fato deles estarem novos nos permitiu uma maior aderência à superfície. Por ser uma rocha granítica, ela pode ser um pouco escorregadia caso o solado esteja desgastado. Então busque usar tênis confortável, de preferência uma bota para trilhas leves.

Alimentação

O local não possui um espaço para refrigerar a sua comida ou aquecê-la. Então é interessante que você leve alimentos leves e práticos: como castanhas, amendoim, rapadura, uvas passas, semente de girassol, barras de cereal e biscoitos. Se for passar a noite considere levar alguma refeição mais reforçada para o café da manhã, no nosso caso levamos pão, atum enlatado e queijo Polenguinho.

É possível fazer as refeições principais no restaurante do “Seu Tico” também, o almoço custou R$ 17,00 cada, enquanto o café da manhã e o jantar custavam outro valor. É self-service e a comida é saborosa. Se for almoçar vá cedo, porque o lugar costuma ficar bem cheio.

O que fazer em Pedra da Boca

Ouvi uma história de acampar em cima de uma rocha. Acredito que seja possível, mas seria seguro apenas em grupo, eu acredito. Mas essa ideia é bacana. Quero dizer que ficamos dois dias naquele lugar e foi uma experiência muito gostosa de viver. Leia abaixo e aprecie.

Trilhas

As trilhas são bem demarcadas e se tornam mais interessantes através do “Seu Tico” que sobreviveu na Caatinga por muitos anos. Agora ele dá uma aula sobre a vegetação do Parque, nos mostra as  grutas e nos leva para conhecer as rochas daquele local.

Algumas trilhas vão exigir um esforço físico que envolve escalada e ainda são utilizadas algumas cordas para conseguirmos chegar até alguns pontos, principalmente no final da subida da Pedra da Boca. A vista lá de cima é sensacional, enxergar o horizonte do alto é surreal, o torna pequeno naquela imensidão.

Elas são 6 ao total, a que fizemos foi subindo em direção a uma bifurcação entre a Pedra da Boca e outra rocha, escalamos até o ponto mais alto e saímos por 

Nelson no Pêndulo da Pedra da Boca.
Pêndulo na Pedra da Boca.

Esportes Radicais

É possível praticar também alguns esportes radicais, como o Rapel, o Pêndulo e a Tirolesa. Eles estavam custando R$ 30,00 e se você quiser encarar o medo de altura esse é um bom momento. No começo sempre dá um friozinho na barriga, mas depois que você se sente seguro com o equipamento tudo flui mais leve.

Eu e Emilly fomos juntos no Pêndulo da Pedra da Boca. É possível ir de cabeça para baixo kkkk Vale muito a pena sentir a experiência de ser balançado para fora da Pedra da Boca. O rapel não aconteceu nesses dias que fomos.

Entretanto, Emilly experimentou a Tirolesa Salto do Carcará e acredito eu que ela sentiu muitas emoções naquele impulso para descer pela Tirolesa. Valeu muito a pena!

Nosso roteiro de um final de semana em Pedra da Boca

A nossa experiência em Pedra da Boca durou 2 dias, a programação do “Eu escolhi trilhar” nos deixou muito felizes com as trilhas, além das lindas paisagens que vimos naquele lugar. Seja a subida clássica até a Pedra da Boca, ou a trilha que fizemos no interior do Parque nos deixou empolgados.

O nosso roteiro no Parque Estadual Pedra da Boca foi sensacional, posso dizer que começamos as nossas aventuras do jeito certo! Continue a leitura para saber mais.

Sábado

Marcamos com o grupo de nos encontrarmos ao lado do Natal Shopping, combinamos de sairmos às 10 horas. Ao todo o trajeto dura em média 2 horas de viagem, as estradas são tranquilas e dá para seguir viagem pelo Maps.

Adoro sair de carro pela estrada e ao chegarmos em Passa e Fica conseguimos identificar logo aquelas grandes rochas do Parque. A Pedra da Boca se destaca, ela é a primeira a chamar a nossa atenção. Pois fica logo atrás de onde levantamos acampamento.

Chegamos no Parque por volta das 12h, lá levantamos a barraca e fomos almoçar, pois faríamos a trilha mais demorada pela tarde. O almoço no Restaurante do “Seu Tico” funciona como um self service e me agradou. 

Nesse dia foi engraçado, pois tivemos a sorte de conseguir uma Coca-Cola de 1l de graça! Sentamos em uma mesa onde deixaram uma garrafa quase inteira e ainda estava com os copos kkkkk

Fizemos a trilha passando pelo lado da Pedra da Boca, onde tivemos a nossa primeira experiência de escalada. Subimos por uma área com cordas com o suporte dos guias e seguimos por trás dela até as grutas do Olho D’água, Cama do Caçador e do Zamboca.

Toda a trilha possui uma vegetação bem densa o solo alternar entre as rochas graníticas e a terra batida das veredas. Para caminhar sobre as rochas um tênis funciona, mas é um pouco escorregadio, principalmente se a sola estiver gasta. 

Após passarmos pelas grutas saímos pela frente da Pedra da Caveira, o formato e a profundidade daquelas cavidades causam espanto. Seguimos direto para o camping para tomar banho, jantar e descansar. A escalada e todas aquelas experiências nos deixaram muito felizes e, ao mesmo tempo, esgotados. 😉

Domingo

As primeiras horas na caatinga são agradáveis, o tempo fresco e as rochas proporcionaram uma linda visão de como seria o nosso domingo. Primeiro, eu e Emilly tomamos banho e preparamos nossas coisas para o dia antes do café.

Como faríamos apenas a Pedra da Boca e o Salto do Carcará naquele dia, decidimos por desarmar a barraca e deixar tudo organizado para o nosso retorno até Natal. Tudo pronto, iniciamos a subida até a Pedra da Boca.

A subida possui diversos tipos de elevações, alguns momentos dá para subir em pé, mas em outros é necessário usar as mãos ou quando estamos próximos da boca temos de nos apoiar usando cordas. Nessa fase das cordas a altura nos assusta, ela é bem íngreme e a sensação é que se nos soltarmos vamos cair. É emocionante!

A vista da Pedra da Boca é surreal, por ser relativamente alto vemos as outras rochas do Parque e o horizonte que se abre a nossa frente. É lindo. Na Pedra da Boca é possível ainda fazer o pêndulo por R$ 30,00, onde você fica pendurado em uma corda e é lançado para fora da cratera 3 vezes, parece que você está voando!

Retornamos ao camping pelo mesmo caminho. A descida parece tranquila, mas exige de você mais atenção para não escorregar ou pisar em falso. O medo de cair daquela altura é de tremer as pernas kkkk

Almoçamos, conversamos com o pessoal do grupo e nos preparamos para o último passeio da programação do grupo. A tirolesa fica fora do Camping do “Seu Tico” seguindo em direção ao santuário. Na Pedra do Lagarto foram feitas as instalações do Salto do Carcará. São em média 400 metros de percurso da tirolesa e custa R$ 30,00 por pessoa. Emilly sentiu medo de pular, mas depois que fez o salto ela achou super tranquilo e divertido. 

Retornamos para Natal às 15h30 daquele domingo feliz e relaxados com toda aquela atividade de final de semana e com expectativa para as próximas aventuras.

Preços de um final de semana na Pedra da Boca

Assinamos um pacote com o grupo “Eu Escolhi Trilhar” que custou R$ 170 por pessoa. Nele estava incluído o camping, o guia, as taxas do Parque e o almoço de domingo. Por nossa conta foi o almoço de domingo que custo R$ 17,00 e o pêndulo e a tirolesa que custa R$ 30,00 por pessoa.

Ao todo nossos custos chegaram a R$ 504, um preço que achamos bem em conta pelas experiências que ela nos proporcionou e por não termos tido nenhum problema com o grupo e com a organização do passeio. Valeu muito a pena!

Praia de Pipa: guia completo para 3 dias de viagem!

Com certeza você já ouviu falar na Praia de Pipa, mas você sabe o que fazer numa viagem de 3 dias para esse paraíso? Clique e descubra!

Se você está querendo ir para o Rio Grande do Norte, com certeza já ouviu falar da Praia de Pipa. Apesar de muitos fazerem um bate e volta partindo de Natal, nossa primeira dica para esse destino é fazer pelo menos um pernoite!

Pipa é uma vila no litoral sul do Rio Grande do Norte onde você pode se sentir no Caribe e na Grécia no mesmo dia! Quer conhecer os detalhes dessa região encantadora? Continue a leitura! 

Pipa: parada imperdível no RN!

A Praia de Pipa, assim como toda essa região, é realmente lindíssima. Arrisco dizer que, por hora, foi um dos lugares mais bonitos e acolhedores que já visitamos. A expectativa era bem alta, afinal, todo mundo fala bem de Pipa. Mas, acredite, ela foi imensamente superada!

A Praia do Centro é a mais conhecida, e a mais agitada, mas há pelo menos 4 praias na região que valem muito a pena conhecer. Mas antes de falar sobre as praias, vamos te contar como chegar até lá e onde se hospedar!

Onde fica localizada a praia de Pipa?

Pipa fica no litoral sul do Rio Grande Norte, mais precisamente no município de Tibaú do Sul.

Como vocês podem ver pelo mapa, ela não fica tão longe de Natal e fica próxima de outros destinos imperdíveis no RN: Barra do Cunhaú e Baía Formosa.

Em qual cidade fica a praia de Pipa?

Como dito, Pipa fica na cidade de Tibaú do Sul. Porém, Pipa fica um tanto afastada do real centro de Tibaú do Sul e funciona quase como uma cidade própria. Tibaú também tem suas belezas próprias e, caso você tenha tempo, vale a pena uma esticadinha para conhecer.

É possível visitar a praia de Tibaú do Sul, que tem as famosas falésias e é bem sossegada. Já pertinho de Pipa tem também a praia de Cacimbinhas, além da Lagoa de Guaraíras que separa Tibaú do Sul de Malembá. É possível fazer passeios de barco na lagoa que duram o dia todo, com almoço incluso e ainda uma das melhores vistas do pôr-do-sol do RN! Por sinal, Tibaú do Sul é um nome indígena que significa “entre duas águas”, visto que a região é cercada pela Lagoa de Guaraíras e o Oceano Atlântico.

Como surgiu a cidade de Pipa no Rio Grande do Norte?

A região que hoje é chamada de “Pipa” já teve diversos nomes. Era chamada de “Orotapiry” – aldeia do homem branco em tupi, “Itacoatiara” – pedra principal de cor amarelada e “Ponta do Cabo Verde”– devido à belíssima vista da Mata Atlântica que os navegadores viam ao longe.

Contudo, a vila acabou sendo conhecida por Pipa por conta da Pedra do Moleque, que está na praia dos Afogados. Na época dos descobrimentos, os navegantes utilizavam a pedra, que muitos dizem que parece um barril de vinho ou cachaça, como ponto de referência. Os portugueses costumam chamar esses barris de “pipa”, e, por isso, o nome.

Aos poucos, a vila que era predominantemente de pescadores caiu na graça dos turistas, inclusive os internacionais. A morada de golfinhos e tartarugas marinhas tornou-se mundialmente conhecida e hoje tem uma ótima estrutura para receber todos os tipos de visitantes.

Como chegar em Pipa

É possível chegar a Pipa de diversas formas. Por ser próximo de Natal, e até mesmo de João Pessoa, você tem várias opções de transporte e é só escolher a que lhe cabe melhor. Para quem está hospedado em Natal e tem a possibilidade de alugar um carro, indicamos muuuito fazer a Rota do Sol até Pipa. É um percurso lindo e com várias paradas estratégicas para curtir cada ponto turístico da região.

Quantos km de Natal a Pipa?

Pipa fica a 85 km de Natal, cerca de 1h30 pela BR-101, ou um pouco mais de 2 horas pela Rota do Sol, a RN-063, sem contar as paradas. Caso você decida ir pela Rota do Sol, o que indicamos, você poderá parar em algumas atrações, como:

  • Barreira do Inferno: que é um antigo Centro de Lançamentos de Foguetes;
  • Pirangi do Norte, onde fica o Maior Cajueiro do Mundo;
  • Mirante dos Golfinhos, onde é possível avistar tartarugas marinhas também;
  • Em Nísia Floresta, você pode parar na Praia de Búzios, Barra de Tabatinga, Lagoa de Arituba e Praia de Camurupim.
  • Pedra Oca, um pouco depois da Praia de Camurupim. Mas só é possível entrar na “casa de pedra” com a maré bem baixinha.

Quando passamos pela Rota do Sol, estávamos na verdade indo para Canguaretama, município do litoral sul onde fica a belíssima praia de Barra do Cunhaú. Parando em alguns desses pontos demoramos uma tarde para chegar até lá. Partimos para Pipa de transporte público, saindo de Canguaretama. Mas é possível ir para Pipa sem carro partindo de Natal, e até mesmo João Pessoa.

Se você estiver indo para Pipa partindo de João Pessoa, é só seguir pela BR-101 até Goianinha, e de lá seguir pela RN-003 até Pipa. O trajeto dura cerca de 2h30.

Como chegar em Pipa sem carro

Há, basicamente, três opções para quem quer visitar Pipa e não possui carro. Você pode ir de transporte público, transfer particular ou aplicativos de transporte (como o Uber) e táxi. A opção mais barata, com certeza, é de transporte público.

Saindo de Natal tem um ônibus direto para Pipa de uma em uma hora pela Expresso Oceano e custa R$ 10,50. Você pega o ônibus na rodoviária, onde também é possível pegar as “bestinhas”. Esses micro-ônibus fazem o transporte intermunicipal no RN e custam bem baratinho, a depender do percurso que você vai fazer.

Como saímos de Canguaretama, pegamos uma bestinha até Goianinha, e depois outra até Pipa. O percurso todo durou cerca de 2 horas. Em Natal elas saem do Natal Shopping (na Av. Senador Salgado Filho) e da Rodoviária. O trecho Natal – Goianinha dura cerca de 40 minutos. Lá você pega uma outra bestinha para Pipa, que demora cerca de 30 minutos. Não lembramos exatamente os preços, mas foi aproximadamente R$ 5,00 cada trecho. 

Além dessa opção, há vários serviços de transfer saindo de Natal para Pipa. É possível contratar um diretamente no aeroporto, ou escolher dentre várias opções em Ponta Negra. Nunca fizemos a viagem para Pipa utilizando transfer, mas já utilizamos o da empresa Vip (084 99473-7848) para vir do aeroporto até Ponta Negra. Eles foram bem solícitos e cobraram um preço justo, visto que o aeroporto de Natal fica muito distante da cidade em si.

A ida para Pipa de Uber é a mais incerta, pois não tem como ter certeza que você encontrará motoristas disponíveis, principalmente na volta. No caso dos táxis, o trecho sai por cerca de R$ 300.

Quais são os melhores hotéis para ficar em Pipa?

Pipa é mais um daqueles destinos que você encontra de tudo um pouco. Apesar da maior parte das acomodações serem um pouco acima da média, pesquisando é possível encontrar opções mais em conta.

Nós optamos pela Pousada Alto de Pipa pela estrutura e a distância (não tão grande) do centro de Pipa. Digamos que Pipa seja beeem movimentada a noite, e queríamos ficar um pouco longe da muvuca, mas não o suficiente para dificultar nossos passeios.

deck de madeira e plantas em pousada alto de pipa
O paisagismo da pousada Alto de Pipa é encantador e aconchegante

A Pousada Alto de Pipa está na medida certa! Fica na Rua da Gameleira, a uma caminhada de cerca de 10 minutos da Avenida Baía dos Golfinhos, a rua principal. Eles oferecem um transfer gratuito para o centro durante a noite. É uma boa ajuda para pessoas com dificuldades de locomoção, famílias com crianças ou em dias de chuvinha a noite, como a que pegamos.

A estrutura da pousada é simplesmente incrível! Sério, é tudo tão novinho e bem planejado que dá gosto de ficar admirando. O quarto é bem cuidado, super amplo e com espaço para quem precisa trabalhar. A cama é enorme e muito confortável. A varanda é um charme e bem grande também. O varal no banheiro é um diferencial! Essencial em hospedagens na praia, mas pouquíssimas têm.

A piscina é maaaravilhosa (assim como todas as instalações das áreas comuns). Até o paisagismo da pousada é perfeito! Se eu for falar do café da manhã vocês vão achar que estou sendo paga para fazer propaganda, mas (infelizmente) não estou ahahahaha mas são realmente muitas opções e todas deliciosas.

Piscina da pousada Alto de Pipa
Piscina da pousada Alto de Pipa

Quais hotéis em Pipa oferecem vistas?

Há váaarios hotéis e pousadas em Pipa que oferecem vista para o mar. Uma das mais famosas e instragamáveis é a Pousada Mediterrânea. Ela tem uma pegada grega e que combina muito com outra atração turística que vamos falar logo mais. Para quem quiser economizar e ainda se hospedar na frente da praia, o Camping do Amor é uma ótima opção.

Como aproveitar Pipa?

Pipa é rica em belezas naturais, passeios radicais e contato com a natureza. É mais um daqueles destinos “pra todos os gostos”. Se você quiser ir só para descansar, vai amar Pipa. Se quiser curtir as baladas e a noite agitada, vai amar também. Como tínhamos pouco tempo, acabamos focando nas praias, mas já temos uma lista de destinos paras as próximas vezes kkkk vejam só:

O que tem para fazer em Pipa?

As atrações principais de Pipa são, claro, as praias. Elas são realmente indescritíveis e totalmente diferentes das outras que já conhecemos. A principal é a Praia do Centro, acessível direto pelo centrinho da cidade. É também a mais lotada e com mais barracas, mas é de lá que saem os passeios de lancha.

Para o lado esquerdo temos a Baía dos Golfinhos e a praia do Madero. A Baía dos Golfinhos tem pouca estrutura e é bem vazia. É praticamente um banho privativo com os golfinhos. Porém, para chegar até ela é importante que esteja na maré baixa.

A praia do Madero é um pouco mais inacessível. É possível chegar por cima da falésia, mas é necessário pegar um transporte para fora de Pipa. Há várias empresas que fazem esse passeio de buggy ou 4×4, e há também a bestinha que para por perto. 

Até dá para chegar na praia do Madero pela praia durante a maré baixa, mas a dificuldade é bem grande. Além disso, é preciso realmente ir na maré baixa para dar tempo de ir e voltar com tranquilidade porque o caminho é pelas pedras.

Já indo para a direita você encontrará a famosíssima Praia do Amor, que tem esse nome por conta do formato da sua baía, que é de umcoração. Nela há bastante barracas e estrutura. É possível também subir a escadaria e se encantar com a vista de cima da falésia.

O que tem para fazer em Pipa à noite?

A noite Pipa se revela um dos melhores destinos para os baladeiros. É possível encontrar todo o tipo de restaurante, lanchonete, baladas de música eletrônica, forró, funk e muito mais. Você pode tomar drinks no Aruman e a balada Calangos é a mais famosa da vila. Mas não precisa se preocupar se não tiver certeza para onde ir. É só ir para a Avenida dos Golfinhos e seguir o estilo que mais te agrada.

Uma curiosidade é que há várias galerias em ruas transversais à Avenida principal, e cada uma tem seu charme. A Rua Beija-Flor ficou bem famosa por ter sua arquitetura comparada às ilhas gregas. Ela tem várias boutiques com paredes brancas e luminárias vermelhas. A Rua do Céu é outro cantinho super charmoso, cheio de bandeiloras e bistrôs.

Nossa viagem de 2 dias para Pipa

Infelizmente, ficamos apenas uma noite em Pipa e justamente por isso recomendamos tanto que você fique mais! Conseguimos visitar as principais praias, mas seria bem mais tranquilo se tivéssemos mais um dia para dividir os passeios e aproveitar com mais calma.

Chegamos com a bestinha bem cedinho, antes das 08h, então tomamos café em um hotel perto da praia enquanto trabalhávamos um pouquinho. Por volta das 10h seguimos para a pousada que, apesar do check-in só começar às 14h, permitiram que a gente deixasse as mochilas na recepção.

Caso precisem chegar ou sair fora do horário estipulado pela pousada, sempre entre em contato com um pouco de antecedência. Afinal, cada lugar tem suas regras e é melhor garantir que haverá maleabilidade do que causar uma situação chata.

Com o check-in feito e as mochilas acomodadas, seguimos para o passeio de lancha que deixamos marcado com o pessoal da pousada. Seguimos para a praia para encontrar a agência e logo já estávamos embarcando.

O dia estava um tanto chuvoso, mas não fazia frio, então o passeio foi perfeito! Passamos pela Baía dos Golfinhos e pela Praia do Madero. Na Baía dos Golfinhos paramos para observar os golfinhos, que estavam um pouco tímidos, e também nadamos um pouco. Confesso que foi minha primeira experiência nadando em alto mar, mas adorei a sensação!

Como Nel tinha uma reunião às 13h, assim que voltamos do passeio compramos uma marmita no restaurante da Branca, um verdadeiro achado em Pipa. Cada marmita foi R$ 17,00 e era imensa e deliciosa. No dia seguinte retornamos para comer com mais calma no restaurante, que tem uma vista incrível de Pipa e a presença constante de beija-flores na varanda.

Pela tarde, aproveitamos para descansar na piscina da pousada e fazer algumas atividades do trabalho. À noite jantamos no Trio Restô & Grill, o melhor restaurante de Pipa pelo Tripadvisor. O serviço deles é incrível, desde o atendimento até a comida. O garçom nos recomendou um vinho que harmonizou muito bem com a comida. Ah, a comida… estava deliciosa, perfeita! Desde a entrada até o prato principal.

janela da cozinha do restaurante Trio Restô & Grill em pipa
Trio Restô & Grill faz valer o título de melhor de Pipa

Pedimos a entrada carpaccio de filet mignon que foi bem servida e suficiente para nós dois. Eu pedi a massa pantera negra, que faz jus à fama: é sensacional! Tingida com tinta de lula, a massa é leve e tem um sabor autoral. Nel pediu um risoto de frutos do mar que também estava fora do comum de bom. 

O restaurante fica na Rua do Céu, uma das ruas mais charmosas em Pipa. Além disso, todos os funcionários estavam seguindo os protocolos da COVID e o distanciamento social foi mantido. Foi uma experiência maravilhosa, ficamos encantados. É um lugar que voltaríamos com certeza!

O segundo dia foi pura caminhada! Saímos bem cedinho para ver o nascer do Sol no Chapadão de Pipa. Chegamos um tiquinho depois do nascer do Sol kkkkk a caminhada foi um pouco mais longa do que imaginávamos, mas valeu super a pena. Vimos uma família de surfistas descendo o Chapadão para a praia e ficamos super intrigados com o caminho que eles estavam fazendo.

casal com prancha de surf olhando o mar
Fomos seguindo esse casal para descobrir a descida do Chapadão para a praia por entre as pedras

Depois de observar um outro casal de surfista fazer a descida, resolvemos encarar! Lá embaixo do Chapadão a experiência é completamente diferente. O cenário das ondas nas pedras é deslumbrante.

Seguimos um pouco para a direita para a isoladíssima Praia das Minas. Simplesmente sem estrutura nenhuma, apenas a natureza. Nela subimos uma escadinha de pedra de volta ao Chapadão e seguimos para a Praia do Amor.

Descemos a charmosa escadinha para a Praia do Amor e fomos pela areia de volta até a Praia do Centro, onde seguimos para o (incrível) café da manhã da pousada. Ainda de manhã, aproveitamos a maré baixa para ir até a Praia do Madero pela areia.

mulher em frente a enorme falésia
Emilly em frente a falésia entre a Baía dos Golfinhos e Praia do Madero

Mas como estávamos com os equipamentos decidimos não ir até lá, ficamos, literalmente, na curva que separa uma praia da outra. A passagem da Baía dos Golfinhos para a Praia do Madero tem bastante pedras e só é possível fazer na maré baixa. Então, caso não tenha certeza se a maré está baixa o suficiente para ir e voltar, é melhor chegar na praia do Madero por cima da falésia, por meio de um passeio de buggy, por exemplo.

Aproveitamos para curtir o resto da manhã na Baía dos Golfinhos. A praia é bem vazia e tem um mar delicioso. Os golfinhos apareceram e ficamos contemplando a beleza do lugar. Depois do almoço na churrascaria da Branca voltamos para Canguaretama, encantados com Pipa e querendo mais.

Quantos dias ficar em Natal e Pipa?

O Rio Grande do Norte é um estado rico em paisagens naturais. Você encontra belíssimas praias, dunas, serras, pinturas rupestres, cachoeiras, lagoas, grutas e muito mais. Então, pode ter certeza que o Rio Grande do Norte tem destinos para uma vida toda!

Recomendamos pelo menos 3 dias em Pipa e mais 2 dias em Natal para conhecer os lugares principais:

Dia 1 – Trajeto de Natal a Pipa pela Rota do Sol e curtir a Praia do Centro;

Dia 2 – Passeio de lancha, Chapadão e Praia do Amor;

Dia 3 – Passeio de buggy ou quadriciclo até a Praia do Madeiro e ida até a Baía dos Golfinhos a pé;

Dia 3 – Passeio de Jeep ou quadriciclo pelas praias de Pipa até Barra do Cunhaú ou Baía Formosa e pôr do sol na Lagoa de Guaraíras. Retorno a Natal;

Dia 4 – Curtir a Praia de Ponta Negra;

Dia 5 – Lagoa de Jacumã e Pitangui e passeio de buggy pelo Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu para ver o pôr do Sol nas dunas. 

É isso pessoal! Pipa é mais um dos paraísos do nosso Brasil. Lá tem muitas belezas naturais e muitos passeios legais. Tem uma empresa muito legal que tem vários passeios diferenciados por Pipa, a Pipa Aventura. Com eles você pode contratar passeios de buggy por praias da região, mergulho, arvorismo, tirolesa, passeios de barcos e até mesmo massagens. É uma maneira diferente de conhecer a região!

O Rio Grande do Norte é um pequeno grande paraíso que nos trouxe muitas experiências. Aqui fizemos nosso primeiro camping, nossa primeira trilha menos nutella, nadamos com golfinhos… Torcemos para que vocês possam conhecer esses lugares e que nossas dicas sejam úteis. Até a próxima!

Conheça o casal aventureiro!

Conheça um pouco mais sobre nós, o casal aventureiro! Estamos começando nossa vida pelo mundo e queremos que vocês acompanhem nossa jornada!

Nós nos encontramos pela primeira vez em 2018 na UFBA, mas só tivemos o nosso primeiro contato em junho de 2019, o garoto era tímido e solitário. 

Até que em um certo dia resolvi comprar para minha irmã uma camisa que vi em um Brechó no Instagram, e adivinhem, Emilly que me atendeu! Foi então que marcamos um ponto de encontro para buscar o presente, almoçamos juntos, conversamos e na despedida aconteceu o nosso primeiro beijo. 

Todo o relacionamento se desenrolou de maneira muito rápida e fluida entre nós. Começamos a nos relacionar em junho e em setembro já estávamos morando juntos! Daí pra frente vivenciamos um intenso turbilhão de experiências em busca da nossa autonomia.

Hoje temos a possibilidade de trabalhar de onde quisermos e é por causa disso que decidimos começar a viajar e a viver uma vida nômade pelo Mundo. Nosso ponto de partida está sendo em Natal, mas já estamos com a programação definida para outros lugares além do Brasil já no próximo ano.

Espero que gostem de nossas aventuras e que aprendam com nossas experiências. Hoje nos colocamos em movimento, quem sabe amanhã não seja você?

Morro de São Paulo: descubra o que fazer, como chegar e melhores praias

Morro de São Paulo, na Ilha de Tinharé, é um paraíso baiano com opções de diversão para todos os gostos. Descubra como chegar, pousadas e um roteiro incrível!

Morro de São Paulo é um dos destinos mais famosos na Bahia. Famosa pelas águas claras e quentes, a região faz parte da Ilha de Tinharé. Apesar de ser conhecida pelas praias baladas, tem atrações para todos os gostos e idades.

Piscinas naturais, arquitetura colonial, ótimos restaurantes e praias sensacionais, descubra agora os encantos de Morro de São Paulo!

O acesso não é tão simples, mas nada que um bom planejamento não resolva, e é por isso que estamos aqui! Nesse artigo você vai ver:

  1. Conheça Morro de São Paulo
  2. Como chegar em Morro de São Paulo
  3. Pousadas em Morro de São Paulo
  4. O que fazer em Morro de São Paulo
  5. Roteiro de Morro de São Paulo em 7 dias
  6. Dicas importantes para a sua viagem

Morro de São Paulo: uma opção para todos os gostos

Digamos que a viagem para Morro seja uma viagem de escolhas. Há várias opções de transporte para chegar até lá, infinitas pousadas de vários estilos, passeios para todos os gostos…

E o  primeiro passo para planejar sua viagem para Morro de São Paulo é definir quando e como você irá. De maio a agosto a capital baiana, assim como as ilhas próximas, ficam bem chuvosas. É claro que você pode arriscar e curtir lindos dias de sol no inverno baiano, mas se quiser ter certeza indicamos que venham entre setembro e no máximo abril.

A alta estação é entre novembro e janeiro, por isso indicamos os meses de setembro a novembro, os nossos preferidos para viagens! Agora vamos entender melhor como chegar em Morro de São Paulo e já adianto que tem três formas.

Como chegar em Morro de São Paulo

Há três formas de chegar em Morro de São Paulo: a via semi terrestre, marítima e aérea.

Marítima

Depois da experiência de ir para Boipeba pelo trajeto semi-terrestre não tivemos dúvidas na hora de escolher o trajeto marítimo. Apesar do preço inicial assustar um pouco, consideramos que é o melhor custo-benefício. Fomos  pela Catamarã Biotur, que possui uma equipe excelente que informa todos detalhes da viagem.

Atualmente, em julho de 2021, só há um horário de ida disponível, às 09h00 e o de volta às 11h30. Cada trecho está custando R$ 110,00 e é possível fazer o agendamento e compra direto no site deles. No Instagram eles também fornecem muitas informações sobre a viagem e tiram muitas dúvidas!

O embarque é feito no Terminal Turístico Náutico da Bahia (atrás do Mercado Modelo) e se comprar a passagem com antecedência você não enfrenta filas. A viagem dura cerca de 2h30 e, principalmente nas voltas, pode causar alguns enjoos.

Particularmente, nós não enjoamos (tanto) kkkk. Fomos com roupas frescas e confortáveis e não comemos comidas pesadas, acredito que ajudou bastante. Vale mencionar que em dias de chuva forte, principalmente no inverno, talvez não seja possível realizar o projeto totalmente pela via marítima.

Com a Biotur eles reorganizam a rota caso o tempo não permita a passagem pelo mar. Entre junho e outubro ainda é possível avistar baleias jubartes que vêm até a região para se reproduzir.

Semi-terrestre

Para quem enjoa muito, essa pode ser uma opção. Após a experiência para chegar em Boipeba, ali pertinho de Morro, achamos essa rota muito demorada e muito favorável a imprevistos. Afinal, você pega 3 transportes diferentes para chegar até Morro.

Primeiro é preciso atravessar até a Ilha de Itaparica utilizando o Ferry Boat que sai do Terminal de São Joaquim. O preço para passageiros a pé é de R$5,10 durante a semana e R$6,70 nos finais de semana e feriados. Já para carros pequenos é de R$45,70 durante a semana e R$64,70 nos finais de semana e feriados.

Depois da viagem de aproximadamente uma hora, você deve pegar um ônibus, ou seguir de carro, para a cidade de Valença. O ônibus custa cerca de R$ 30,00 e o trajeto até Valença demora cerca de 2 horas.

Lá, siga até o terminal marítimo e pegue uma lancha rápida até Morro. A lancha custa entre R$ 25,00 e R$ 35,00 a depender da empresa e o trajeto demora cerca de 40 minutos. De lá também partem lanchas rápidas para outros destinos famosos da região, como Boipeba. É possível também pegar a lancha rápida em outros pontos, como Ponta do Curral ou no atracadouro Bom Jardim.

Lembrando que não é possível entrar em Morro de São Paulo com carros. Então, caso decida atravessar o ferry de carro será necessário deixá-lo em um estacionamento em Valença ou onde decidir pegar a lancha.

Assim, o trajeto semi-terrestre custa, no total, cerca de R$ 80,00. Mas ainda temos um alerta! Se você não possuir o cartão de embarque do Ferry Boat e decidir comprar as passagens na hora em feriados ou vésperas, prepara-se para muita fila!

Quando fomos para Boipeba nós tínhamos comprado antecipadamente a passagem de ônibus de Bom Despacho para Valença tivemos que comprar passagens do ferry com cambista, o que acabou saindo quatro vezes mais caro.

Por isso, recomendamos fortemente ir de Catamarã. Além da economia de tempo, visto que o trajeto semi terrestre dura cerca de 4 horas, sem imprevistos, é muito mais tranquilo pegar apenas um transporte.

Aéreo

A opção mais salgada, mas também a mais rápida. Há opções de voos comerciais pela Azul para Valença, onde depois você poderá pegar uma lancha rápida, e os voos particulares direto para Morro de São Paulo. É possível fazer o trecho de táxi aéreo de helicóptero ou jatinho, ambos saindo do aeroporto de Salvador. Cada trecho custa entre R$ 300,00 e R$ 400,00.

Outro custo que deve ser colocado no seu planejamento é a TUPA, a Tarifa por Uso do Patrimônio Histórico do Arquipélago. Ela custa R$ 20,00 por pessoa e é paga na entrada da ilha.

A próxima escolha a ser feita é a hospedagem! E já pode ir se alegrado porque em Morro você encontra opções para todos os gostos, juro!

Pousadas em Morro de São Paulo

Mais uma vez você estará repleto de opções! Morro possui todos os tipos de hospedagens, desde hostels até grandes hotéis. Primeiro vamos trazer nossa experiência em Morro e depois mais algumas indicações de hospedagens por lá.

piscina do catavento hotel em morro de são paulo
Piscina do Catavento Praia Hotel

Nós ficamos no Catavento Praia Hotel e a experiência foi fantástica! Como buscávamos um pouco mais de tranquilidade, mas com a possibilidade de ir até o centro sem dificuldades, optamos pelo primeiro hotel na quarta praia. O hotel fica na frente da praia e dá para acordar com o barulho das ondas.

A estrutura também é maravilhosa. Ficamos nos quartos logo na frente da praia, que são como pequenos chalés, lado a lado. Mais ao fundo fica o prédio com mais quartos com varandas. Há vários tamanhos de quarto disponíveis e o hotel é bem familiar.

O café da manhã foi sensacional, um dos melhores que já experimentamos! Super completo, fresquinho, com produtos regionais e mega bem servido. No local também são servidos pratos no almoço e jantar. Experimentamos uma moqueca e está fantástica.

A piscina é grande, bem cuidada e um dos diferenciais do hotel é que eles oferecem um transporte gratuito para a segunda praia. É só verificar os horários de ida e volta e, caso necessário, solicitar algum horário adicional.

O staff bem é solicito e disposto a ajudar, reservaram nosso passeio para Garapuá e nos ajudaram com tudo que precisamos. E o melhor, o valor para três diárias estava entre os melhores da ilha. Pagamos cerca de R$ 700,00 por três diárias para duas pessoas num quarto amplo, com uma cama enorme!

prédio do catavento hotel em morro de são paulo
Quartos com varandas no Catavento Praia Hotel

Para quem procura opções mais pertinho do centro e das primeiras praias, a Pousada Bahia Tambor e Pousada Bahia Bacana são bem avaliadas no Booking. Se você quer economizar, o hostel Che Lagarto é bem famoso e possui quartos privativos ou compartilhados. A Pousada Ilha da Saudade é muito bem avaliada no Booking e possui vista maravilhosa para a primeira praia, pertinho de tudo!

Uma outra opção na quarta praia é o Patachocas. Assim como o Catavento, ele possui transporte para a segunda praia e uma estrutura bem completa. Você pode alugar bicicletas e caiaques para explorar as redondezas, ou ainda fazer mergulho com snorkel.

O que fazer em Morro de São Paulo

Ficamos 4 dias em Morro no mês de novembro, no aniversário de Nel, e foi o suficiente para conhecer os principais pontos turísticos. Se for possível, é interessante esticar um pouco a viagem para conhecer tudo com mais calma ou dar um pulinho nas outras ilhas da região.

Primeiro dia: conhecendo a região

Com a saída do Catamarã fixa às 09h00, chegamos em Morro por volta das 11h30. O transporte do Catavento Praia Hotel já nos aguardava no local especificado atrás da segunda praia. Chegando na pousada fomos logo pedindo o almoço! A comida é farta e deliciosa, além do preço justo para um local tão turístico quanto Morro.

As opções para duas pessoas custam entre R$ 80 e R$ 100 e arrisco dizer que servem até 4 pessoas. Depois do almoço seguimos em direção ao centrinho. Como a pousada fica na quarta praia, acabamos conhecendo a terceira, segunda e primeira no caminho.

A quarta praia é uma das mais isoladas. Apenas com os hotéis e sem muita estrutura de barracas. É ótimo para famílias ou para quem busca sossego. A terceira praia é o meio termo entre agitação e calmaria, e já possui alguns restaurantes.

A segunda praia tem a característica ilhazinha com coqueiros, onde é possível ir andando durante a maré baixa. Por fim, a primeira praia é a mais badalada. Infinitos restaurantes, bares, baladas e pousadas. Para quem gosta de curtir a noite toda é a opção ideal.

Seguimos em direção ao Mirante, em busca do pôr do Sol. A entrada do Mirante é gratuita e lá são vendidos os famosos drinks no cacau. Para quem quiser um pouco mais de conforto e sofisticação tem o bar Toca do Morcego, no meio da escada que vai em direção ao Mirante.

No final da grande subida de escadas encontramos o Farol. Um tanto abandonado, mas vale a pena a olhadinha. Ali no Mirante também tem a famosa tirolesa que desce até a primeira praia. Um pouco cansados dos degraus, fomos recompensados pela música ao vivo e um pôr do Sol extraordinário. A energia desse lugar é incrível!

Pôr do Sol no Mirante em morro de são paulo
Pôr do Sol no Mirante

Na janta optamos pelo Andina, considerado o melhor restaurante de Morro pelo Tripadvisor. A avaliação foi certeira! Vale o aviso que eles só atendem mediante reserva, mas a exigência justifica-se pelo ambiente bem privativo e exclusivo. O acesso é um pouquinho escondido, mas o pessoal do restaurante passou instruções certeiras. Basta seguir as plaquinhas na Segunda Praia.

O ambiente super agradável, requintado, música ambiente perfeita e o principal: comida deliciosa. Quando visitamos tinha duas opções de entradas (ambas perfeitas, super bem temperadas) e diversas de prato principal. Os pratos são bem servidos, e ficamos tão satisfeitos que não conseguimos comer a sobremesa!

O atendimento também foi muito atencioso e gentil, seguindo todas as regras de distanciamento e higiene que este momento necessita.

Restaurante Andina em morro de são paulo
Entrada do restaurante Andina, comida latina

Segundo dia: Piscinas Naturais de Garapuá

No segundo dia fizemos o passeio para as piscinas naturais de Garapuá. A pousada reservou o passeio para nós com uma empresa que também faz o famoso passeio “Volta a Ilha”. Esse é um passeio que dá a volta na Ilha de Tinharé, passando por Garapuá, Moreré, Boipeba e Rio do Inferno (onde é possível degustar no bar flutuante ostras e caranguejos retirados na hora do criatório).

Como já conhecíamos Boipeba optamos por fazer somente o passeio para Garapuá e passar o dia todo por lá. Custou R$ 90,00 por passageiro e fomos de 4×4, já começando o passeio de forma bem divertida. Ao chegar lá fomos direcionados para o barco que nos leva até as piscinas. Um visual fantástico! Águas cristalinas e quentinha, peixinhos nadando com você. Lembre-se de olhar a tábua de marés para ter certeza que irá encontrar as piscinas!

Decidimos não levar a câmera no passeio e por isso não temos fotos desse lugar incrível! Mas fica uma foto demonstrativa:

Praia de Garapuá

Na volta ainda fizemos uma paradinha na Quinta Praia, também chamada de Praia do Encanto. É bem vazia e como a maré já estava alta não demoramos muito. Nessa noite tivemos mais uma grata surpresa gastronômica: o Canoa.

O restaurante do chef italiano nos impressionou do início ao fim, e superou todas as expectativas. O chef reservou uma mesa para nós na areia, à luz de velas. Nos indicou a entrada de burrata que foi simplesmente maravilhosa! Pão artesanal e queijo fresquíssimo, extremamente refinado. O prato principal, massa fresca com frutos do mar, super bem servido e igualmente delicioso! Todo o atendimento foi atencioso e o lugar é aconchegante, longe da agitação da primeira e segunda praias do Morro.

Restaurante Canoa em morro de são paulo
Restaurante Canoa, entre a segunda e a terceira praia

Terceiro dia: Gamboa do Morro e Paredão de Argila

O terceiro dia foi com certeza o mais agitado para nós. Andamos muito e conhecemos tantos lugares incríveis que fica até difícil de listar. Depois de conferir a tábua de marés, partimos em direção ao famoso paredão de argila e Gamboa do Morro.

Minha mãe, que passou a juventude indo para Morro, me recomendou fortemente a visita até a Gamboa, um vilarejo tranquilo ao lado de Morro de São Paulo. O acesso pode ser feito de barco ou andando, mas é muito importante conferir a tábua de marés.

Como há pedras no caminho torna-se bem perigoso fazer o percurso com a maré cheia. Por isso, decidimos ir a pé no horário da maré mais baixa e retornar de barco, sem preocupação com horário. A passagem de barco é bem baratinha, cerca de R$ 5,00 por pessoa, e o trajeto é bem rapidinho.

Para ir a pé, você pode sair do cais e seguir direto pela areia, ou ir por um trecho por dentro da cidade. Optamos pela segunda opção, para já ir conhecendo um pouco mais da região. Bem na praça principal da cidade, siga pela Rua da Fonte até a Fonte Grande.

Perto da Fonte você encontrará outras placas indicando a Gamboa. A trilha é bem simples e passa por lindas paisagens. Chegando a praia e caminhando mais um pouco você vai encontrar o paredão de argila.

Segundo os moradores a argila é rejuvenescedora, então tomamos logo um banho dela! A argila é bem rosinha e deixa a pele bem macia. Amamos! Seguindo mais um pouco chegamos nas primeiras barracas da praia da Gamboa. Por lá você vai encontrar uma ótima estrutura: várias barracas com diversas atividades e um centrinho bem estruturado.

paredão de argila em morro de são paulo
Fiquei super contente quando chegamos no paredão de argila

Depois de toda essa caminhada voltamos para a pousada, mas só para tomar banho e partir para uma nova aventura. Fomos com o transporte da pousada até a segunda praia e de lá fomos conhecer a Fortaleza de Tapirandú e apreciar com mais calma a entrada de Morro de São Paulo, a qual tem um portal belíssimo.

Por fim, decidimos jantar no Café do Morro, na descida para a primeira praia. Mais uma surpresa gastronômica nos aguardava! O lugar é uma gracinha! Música ao vivo e um cardápio diferenciado com lanches romenos.

Nel pediu o hambúrguer Drácula: grande, saboroso, carne suculenta e a porção de fritas estava super crocante e sequinha. Pedi o sanduíche Cinderela, e não tenho nem palavras para descrever, delicioso! Aproveitamos para tomar um drink, também super bem preparado.

Café do Morro em morro de são paulo
O Café do Morro serve hambúrgueres e outros lanches bem servidos e a preços justos

Quarto dia: Curtimos a quarta praia antes de partir

O dia da partida é sempre tão difícil! Já acordamos com saudades. O horário do catamarã estava marcado para às 11h30, então acordamos cedinho para aproveitar a quarta praia, na frente do hotel, antes de partir. Pegamos a maré bem vazia, com água cristalina e quentinha. Esperamos voltar em breve para Morro! É um lugar que tem muito a ser descoberto, principalmente fora dos roteiros mais convencionais.

Caso você tenha mais dias disponíveis, segue um roteiro de Morro de São Paulo para sete dias:

Roteiro de Morro de São Paulo em 7 dias:

Dia 1: Chegada, conhecer o hotel e a praia que você está;

Dia 2: Passeio volta a ilha;

Dia 3: Conhecer o centro, descer a tirolesa e ver o pôr do Sol no Mirante;

Dia 4: Paredão de Argila e Gamboa do Morro;

Dia 5: Curtir a primeira e a segunda praia. Se a maré estiver baixa, ir até a ilha dos coqueirinhos.

Dia 6: Quinta Praia (ou Praia do Encanto);

Dia 7: Arrumar as malas e voltar 😦

Dicas importantes para a sua viagem

Além de planejar o transporte, hospedagem e passeios, não deixe de se atentar à tábua de maré na hora de viajar para Morro de São Paulo. A maioria dos destinos de praias são muito influenciados pela maré, e alguns passeios podem inclusive ser inviabilizados na maré alta.

As piscinas naturais, como a de Garapuá, por exemplo, só existem na maré baixa. Além disso, alguns trechos como a travessia de Morro para a Gamboa tornam-se até mesmo perigosos na maré alta.

Uma outra dica é olhar para o céu à noite! Uma das coisas que Nel mais gostou em Morro, e eu também, foram as nossas caminhadas à noite nas praias vazias, só com a luz da lua. Como a maré estava bem baixa depois do horário da janta, escolhemos retornar para o hotel todos os dias caminhando pela praia. Uma experiência apaixonante.

A gastronomia em Morro de São Paulo também surpreende e encanta! Os restaurantes que visitamos fugiram totalmente do padrão de praia e superaram, inclusive, grandes restaurantes aqui de Salvador. Vale muito a pena tirar pelo menos uma noite para aproveitar com calma uma dessas opções. Sempre escolhemos os restaurantes que vamos nas viagens usando o Tripadvisor.

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre Morro de São Paulo e seus encantos, confiram se pegaram todas as dicas nesse guia da viagem:

fluxograma morro de são paulo